# Cortes de Contas

#Entidades fiscalizadoras do Brasil e da Argentina firmam acordo para combate à fraude e à corrupção

O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE Ceará) firmou um Termo de Cooperação Técnica para a elaboração de uma agenda de trabalho conjunta de uso das novas tecnologias no combate à fraude e à corrupção. O documento foi assinado, na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em conjunto com o Instituto Rui Barbosa (IRB) e demais entidades de fiscalização brasileiras e argentinas, durante a XXVIII Assembleia Geral da Olacefs (Organização Latino-Americana e do Caribe de Entidades Fiscalizadoras Superiores), que acontece de 9 a 12 de outubro, em Buenos Aires, Argentina.
  
 Representando a Corte cearense, o secretário de Controle Externo do TCE, Raimir Holanda, assinou o documento a convite do presidente do IRB, Conselheiro Ivan Lelis Bonilha, junto ao presidente do HTCPBA (Honorable Tribunal de Cuentas de la Provincia de Buenos Aires),  Ignacio Grinberg e demais convidados.Entre os itens previstos no acordo, destaque para o intercâmbio de experiências nas seguintes temáticas:
- Trabalho conjunto e ações colaborativas referentes à investigação e aplicação de novas metodologias de trabalho, baseadas em novas tecnologias, como Blockchain, Inteligência Artificial e Big Data;
- Apoio e acompanhamento de digitalização de processos de auditoria e prestação de contas digital ao HTCPBA;
- Redução das lacunas digitais mediante ações conjuntas de capacitação de agentes das Entidades Fiscalizadoras, bem como para as entidades auditadas;
- Implementação de laboratórios de inovação nas Entidades Fiscalizadoras a fim de efetivar o desenvolvimento de novas práticas, ferramentas e aplicações baseadas nas novas tecnologias;
- Auditoria de obras públicas;
- Auditoria de programas e projetos financiados pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Com este encontro, estima-se que as ações possam contribuir para o fortalecimento das Entidades Fiscalizadoras a fim de que possam, pela transparência e a pela prestação de contas, fortalecer também a democracia. Para Raimir Holanda, as medidas podem resultar em “um ganho que ajuda a abrir portas para o desenvolvimento de trabalhos de auditorias coordenadas em parceria com outros países”.